"O mês de Julho é um dos meses mais esperados por todos pelo descanso proporcionado pelas férias do meio do ano!". Mas para dos skatistas, principalmente os que trabalham e estudam, as férias do meio do ano é significado de mais tempo para a prática do esporte. E é nesse clima de começo de férias que apresentamos o "DANDO AS CARAS" do mês de Julho com Pedro Ivan.
Pedro Ivan hoje com 20 anos de idade e 7 deles dedicado ao skate, é exemplo de leveza estilo e técnica no skateboard street, e é um dos destaques do skate de Luziânia. As férias de julho já não é assim tão esperada por Pedro Ivan, a não ser pela companhia dos parceiros de sessão, já que Pedro está desempregado e terminou os estudos a algum tempo, por opção, e está com tempo de sobra para dedicar-se ao skate. Se você ainda não ouviu falar de Pedro Ivan leia atentamente a entrevista e veja o podcast com um pouco do skate objetivo de Pedro.
LZA:Na sua opinião, o que faz mais falta em Luziânia, Skateshops de qualidade, skatistas empenhados ou campeonatos?
P.I.:As três coisas fazem muita falta, mas acredito que o que mais faz falta são os campeonatos, se tivessem campeonatos estimulava mais a galera a andar.
LZA:O que mudou na sua vida depois que começou a andar de skate?
P.I.:Muita coisa mudou nesses sete anos de skate; minha auto estima aumentou bastante, fiz amigos verdadeiros. Este é meu estilo de vida!
LZA:Além do skate você tem outra paixão que é a música. Como foi o começo, o skate influenciou para a música ou a música que influenciou no skate? Conte um pouco de como é a música na sua vida
P.I.: Conheci a música primeiro do que o skate, mas a paixão pelos dois é igual. Antes de começar a andar de skate eu tinha uma banda de rock onde eu tocava guitarra, aí depois de um tempo comecei a gostar de skate e comecei a andar e fui envolvendo e acabei deixando o rock meio de lado, mas hoje ainda sou músico, mas agora sou mais eclético e consigo conciliar muito bem o skate e a música.
LZA:O seu irmão (Mateus "Tripa") também anda de skate. Isso ajudou na sua evolução? De que maneira?
P.I.:Com certeza ajudou bastante. Eu tive acesso ao skate através dele, comecei a andar de skate com as peças dele, e sempre andei com ele.
LZA:Quem foram os seus primeiros parceiros de sessão e quem são os que estão com você na caminhada hoje? Fique a vontade pra mandar um salve.
P.I.:Meus primeiros parceiros foram o Gleisson "Neném", David "Pança", Mateus "Tripa", Pedrinho, Renato, Rafael Lisboa "Wallygator", Marcos "Formiga", Fábio, Fernando, Eduardo, David "Orelha", e os que estão sempre comigo hoje são o Klécyus Eduardo, Rafael Lisboa "Wallygator", Bruno Sagaz, Nilton Diniz "Jamaika", Junior Castro e Marcos "Formiga". Quero agradecer a Deus pela saúde que me faz andar de skate, meus pais que sempre me ajudaram, e mandar um abraço pro meu brother JAPA lá do Piauí e um salve pra toda galera do skateboard.
JUNHO - RAFAEL LISBOA "WALLYGATOR"
Em virtude de problemas de (falta) tempo do Luziânia Skateboard ficamos devendo o "DANDO AS CARAS" do mês de Maio, mas demos um jeito de arrumar um tempo o mais rápido possível e estamos de volta. Em tempos de reportagens, denúncias e muitas críticas sobre a violência no entorno viemos pra mostrar que Luziânia não é só mais um município violento do entorno de Brasília, viemos contar um pouco da história de uma rapaz que vem driblando a violência pra vencer na vida com muita alegria, Rafael Lisboa "Wallygator".
"Wallygator (O crocodilo Wally), no Brasil é um desenho animado americano produzido pela Hanna-Barbera Productions, estreou em 1992". Mas o Wallygator foco dessa história é outro. Rafael Lisboa de Souza A.K.A. Wallygator, nasceu no município mineiro de Paracatu, hoje com 26 anos de idade, se dedica ao skate desde os 18 anos de idade, quando o irmão de Rafael encontrou uns eixos e com uma prancha fabricada pelos dois começou o amor de Rafael que já dura oito anos. Vamos saber na entrevista abaixo um pouco deste Wallygator que traz uma imensa bagagem no skate.
LZA:Como você conheceu o skate? E quando você decidiu que esse era o esporte que você queria pra sua vida?
R.L.:Eu já gostava ai com consegui compra meu primeiro skate de verdade ai decidi ( esse verdadeiramente é esporte de macho).
LZA:Quem são os skatistas em que você se inspira?
R.L:Alex Carolino, Rodrigo TX ,Rian Gallant ,Rodrigo Lima e Wade Desarmo.
LZA:As vezes você viaja pra sua cidade em minas, como você é visto pelos locais?
R.L.: Como um cara normal, mais galera de la curte mesmo é o Alekão (Alex Guimarães) local do Riacho Fundo - DF.
LZA:O que você faz pra melhorar a cena de skate em Luziânia? Como você está vendo a cena atual da cidade?
R.L.:Meu! "Luzicity" tem vários picos doidos, agente acabamos de fazer um caixote novo, a galera que eu ando é massa e os caras de outras quebradas tão vindo dar rolê aqui, a cena de "Luzicity" hoje tá boa, mais pode melhorar assim que tivermos uma pista aí tá de boa.
LZA:E falando de campeonatos, o que você pensa? tem participado? Fale um pouco sobre isso.
R.L.:Acredito que falta mais campê, a galera do skate na região ta crescendo. Sempre que posso participo por que correr um campeonato pra mim é coisa séria, de responsa, é como se eu corresse um tampa, um maloof ou até mesmo um street leaggue. Até porque skate onde estiver com constância será sempre skate.
ABRIL - JUNIOR CASTRO
Junior Castro é uma personalidade fácil de encontrar nas sessões de skate em Luziânia. Nascido na cidade de São Paulo – SP, maior metrópole do skate brasileiro, veio pra Luziânia ainda criança onde mora desde então, anda de skate desde 2004. Hoje, com 21 anos, já com o skate definitivamente na sua vida, está cursando o último ano da faculdade de radiologia e trabalha em uma grande empresa de engenharia da cidade. E não por acaso ele está na primeira edição do “Dando as Caras” Junior é exemplo de perseverança e amor ao carrinho, é com grande orgulho que apresentamos a primeira edição do “Dando as Caras” com Junior Castro.
LZA:Como anda sua fase atual no skate?
J.C.: Minha fase atual no skate é de estar sempre colando nas sessões com os camaradas explorando picos novos e aproveitando os que conhecemos.
LZA: Conte um pouco de sua trajetória no skate ate chegar aqui.
J.C: Como muitos skatistas do Brasil foi uma trajetória de muitas correrias principalmente da parte financeira, falta de dinheiro pra peças, como a maioria dos skatistas brasileiros. Um esforço que vale a pena.
LZA: Luziânia apesar ser uma cidade pequena do interior de Goiás, tem vários picos de rua perfeitos pra andar de skate. Fale um pouco de como é poder usufruir disso sempre?
J.C.: Bom, Luziânia tem vários Picos bons para aqueles que buscam a evolução nas ruas como Gaps, Bordas e Manual, tem uma certa carência de corrimão, mas é sempre bom poder desfrutar de muitos picos e eu acho que a maioria dos skatistas pensam assim
LZA: O que você espera para o seu futuro com o skate?
J.C.:Espero poder continuar evoluindo, não só no skate mais também na vida, poder contar sempre com os camaradas e conhecer novas culturas e novos lugares e espero que o skate continue vivo em Luziânia.
LZA: Quem foram os seus primeiros parceiros de sessão e quem são os que estão com você na caminhada hoje? Fique a vontade pra mandar uma salve
J.C.:O primeiro parceiro de sessão foi o meu irmão Henrique Castro, começamos juntos a correria no skate, mas ele seguiu outro caminho, graças a Deus outro caminho do bem, hoje os meus atuais parceiros são muitos, mas os que estão sempre na pegada são Klecyus Eduardo, Rafael Lisboa, Pedro Ivan e Nilton “Jamaika”. Gostaria de mandar um salve especial pra minha mãe, uma mulher guerreira, e pra minha avó, que se não fossem essas duas mulheres eu não estaria aqui hoje. Um salve também para André William, Rayner “Biscoito”, Tiago “Secura”, Gabriel Zago, Mateus “Tripa”, Mattheus Khimera, Cristina, muito especial, Lais Castro, adoro ela, e a Shenya, minha queridinha.